Fórum propõe redução da produção como forma de pressão para repactuação das metas no INSS

A reunião, organizada pelo Coletivo Mudança e Renovação e que contou com servidores das CEAP e PGRP de diversos Estados, encaminhou também a divulgação do abaixo-assinado pedindo a redução das metas elaborado pelo SINSPREV-SP.

Nesta quinta-feira, 21, aconteceu o Fórum Nacional Virtual dos servidores do INSS lotados nas Centrais Especializadas de Alta Performance (CEAP) e nos Programas de Gestão (PGRP). A reunião, organizada pelo Coletivo Mudança e Renovação, contou com a participação de colegas de diversos Estados, e teve como objetivo construir a mobilização da categoria pela repactuação do sistema de metas na autarquia.

Durante o debate, os servidores que trabalham em regime semipresencial e remoto de trabalho levantaram as diversas dificuldades de cumprimento das metas impostas, tais como as pontuações subvalorizadas e as recorrentes inconsistências nos sistemas. Foi mencionado ainda o problema da terceirização dos custos operacionais do INSS, já que, para desempenharem suas funções remotamente, os servidores precisam arcar com custos de equipamentos, energia elétrica, internet, entre outros.

Outro problema levantado pelos trabalhadores na reunião é o enorme represamento de processos, em especial os que se encontram pendentes por inadequação dos sistemas à Emenda Constitucional nº 103 (Reforma da Previdência). Conforme os relatos, existe uma enorme quantidade de processos sobrestados por este motivo nas caixas individuais que, em razão da inadequação, não podem ser concluídos pelos servidores. A avaliação é que estes processos representam um quantitativo expressivo dos processos de reconhecimento inicial hoje represados no INSS, o que traz um enorme prejuízo para a população.

Os servidores das CEAP e PGRP presentes na reunião também avaliaram que todos estes problemas já foram apresentados reiteradas vezes para a gestão do INSS, que até o momento não demonstrou qualquer vontade séria de estabelecer negociações com a categoria para resolver o problema. A este respeito, foram mencionadas as diversas audiências com as entidades sindicais no qual a gestão se comprometia com alguma pauta e simplesmente não cumpria, e os Grupos de Trabalho que foram instalados para tratar destes temas e que, depois, simplesmente não tinham funcionamento.

Diante disso, todos os presentes tiveram acordo na avaliação que as reivindicações dos trabalhadores do INSS não irão adiante sem pressão da categoria. Deste modo, ficou encaminhado a construção de um movimento nacional pela redução da produção das CEAP e PGRP em 20%, em todo o país, como forma de pressão sobre a gestão do INSS pela repactuação das metas no INSS. Para isso, é necessário que os trabalhadores se organizem o maior número de colegas nas unidades onde estão lotados, para que o movimento possa ganhar corpo em nível nacional.

Outro encaminhamento foi a divulgação do abaixo-assinado elaborado pelo SINSPREV de São Paulo, seguindo deliberação da assembleia estadual dos servidores do INSS, que formaliza um conjunto de reivindicações a respeito do sistema de metas e das condições de trabalho dos programas de gestão, e formaliza o movimento de redução de 20% da produção enquanto a gestão do Instituto não atender as demandas.

Os servidores lotados nas CEAP e PGRP podem assinar o abaixo-assinado pelo link abaixo. Para isso, é necessário fazer o login com a conta do Google, afim de garantir a identificação do colega que manifestar o apoio ao documento.

Assine o abaixo-assinado!

Devem assinar apenas os servidores lotados nas CEAP, CEAB e PGRP. Para confirmar a identificação do signatário, é necessário fazer o login pela conta do Google.

É importante salientar que a redução da produção em 20% é mais uma tentativa de estabelecer negociações sérias entre a categoria e o INSS. Caso esta iniciativa não sensibilize a gestão, coloca-se cada vez mais na ordem do dia a necessidade de construção de greve no INSS. É evidente que este movimento deve levar em conta outras questões, como as incertezas em relação à nossa carreira, em especial diante da reforma administrativa que tramita no Congresso, e a inexistência de reajuste há 5 anos, ainda mais num cenário de alta de preços que já corroeu mais de 25% do poder de compra, conforme a inflação oficial.

É inegável que os motivos para uma greve no INSS se avolumam a cada dia. É fundamental que os colegas comecem a fazer este debate.