Mais uma vez Paulo Guedes decreta ponto facultativo na véspera, e causa transtorno no atendimento do INSS

Os servidores da autarquia estão trabalhando para reagendar os mais de 40 mil atendimentos que estavam previstos para sexta-feira afim de evitar maiores transtornos à população.

O Ministro da Economia, Paulo Guedes, publicou, nesta quarta-feira, 02 de junho, a portaria nº 6.146, na qual estabelece como ponto facultativo o dia 04 de junho, próxima sexta-feira. A medida altera a portaria nº 430, de 30 de dezembro de 2020, que estabelece os dias de feriados e pontos facultativos para este ano, e é utilizada para planejar o expediente nos órgãos públicos, em especial naqueles que trabalham com atendimento ao público, como é o caso do INSS.

A decretação de um dia de ponto facultativo sem o devido tempo para organização do serviço tende a gerar transtornos, tanto para os servidores como para a população. Conforme informação da gestão do INSS, estavam previstos mais de 40 mil atendimentos para esta sexta-feira. Os servidores da autarquia estarão trabalhando, durante todo o dia de hoje, para reagendar estes serviços, a fim de causar o menor prejuízo possível para a população. Mas, dado o tempo exíguo para reorganizar o expediente, não está descartado que parte do público se dirija ao INSS e encontre as agências fechadas.

Não é a primeira vez que o Ministro Paulo Guedes decreta, de forma irresponsável, um dia de ponto facultativo na véspera. Em 2020 ele publicou, com um dia de antecedência, portaria alterando o ponto facultativo alusivo ao dia do servidor. No dia 31 de março deste ano ele usou do mesmo expediente para decretar o dia primeiro de abril como ponto facultativo. Nas duas ocasiões houve aglomeração de pessoas na porta do INSS, em sua maioria doentes e idosos, que tinham seus atendimentos agendados para estes dias, mas foram surpreendidas com as agências fechadas.

Os trabalhadores do INSS querem salientar que a responsabilidade por mais este desrespeito é unicamente do governo federal, em especial do Ministro Paulo Guedes, que, ao praticar pela terceira vez este ato desastrado, demonstra ser incapaz de aprender com os erros anteriores, ou está mesmo debochando com servidores e com os usuários da Previdência Social. Seja qual for a hipótese, já seria motivo suficiente para sua demissão imediata.