Em audiência hoje com o presidente do INSS, representantes da FENASPS colocam que a paciência dos servidores do seguro social está chegando ao limite

A equipe do Coletivo Mudança e Renovação alertou o gestor de que a situação na base se assemelha à vespera da greve de 2015. Diante da resistência da gestão abrir canais efetivos de diálogo e negociação, é fundamental que a categoria amplie a mobilização para pressionar o atendimento da pauta.

A audiência entre a FENASPS e o presidente do INSS, Sr. Leonardo Rolim, aconteceu na manhã de hoje, 10 de novembro, e teve como pauta as diversas reivindicações da categoria e a falta de efetividade dos canais de diálogo, bem como a inexistência de negociações a respeito de questões de grande relevância para a categoria, como a estruturação do sistema de metas, a implantação dos programas de gestão, e a reformulação do processo de avaliação de desempenho.

Para demonstrar a falta de compromisso da gestão em abrir canais efetivos de diálogo e negociação, os representantes da FENASPS salientarm que nem os GTs criados, e nem mesmo o próprio CGNAD, que deveria ter funcionamento regimental, têm, de fato, funcionado. Prova são as diversas reuniões marcadas e desmarcadas em cima da hora, ou a não implementação do que foi coletivamente elaborado nestes espaços.

Frente a estas manifestações, o Sr. Leonardo Rolim repisou o que já vem dito em todas as reuniões anteriores, de que a gestão está aberta a receber propostas e de que os canais de diálogo devem funcionar regularmente daqui para frente.

O problema é que, em razão de nunca se concretizar, este discurso não tem tido mais credibilidade. Os representantes da FENASPS frisaram que os trabalhadores estão completamente desacreditados em relação às tratativas nos grupos de trabalho e no CGNAD, e já começam a ensaiar formas de mobilização para cobrar a abertura efetiva de negociações e o atendimento da pauta.

Thaize Antunes, que participou da delegação da FENASPS pelo Coletivo Mudança e Renovação, lembrou ao presidente que a situação na base se assemelha à da véspera da greve de 2015. No mesmo sentido, Daniel Emmanuel, também do M&R, ressaltou que um grupo de base organizou um abaixo-assinado cobrando uma série de medidas relativas às metas, inclusive propondo uma paralização de 3 dias caso não sejam atendidas, e que já conta com número significativo de firmas.

A reunião, contudo, encerrou sem que houvessem encaminhamentos concretos além do compromisso, pelo presidente, da retomada dos GTs e do CGNAD.

Pelo Coletivo Mudança e Renovação, participaram desta audiência Thaize Antunes, de SP, Neirenoi Fortaleza, do CE, e Daniel Emmanuel, do RS. A avaliação da equipe é de que o INSS resiste proporcionar qualquer abertura efetiva de diálogo e negociação com a categoria. Diante disso, é urgente que os trabalhadores ampliem a mobilização e as formas de pressão para que a direção do INSS atenda as reivindicações da categoria.

Some-se à iniciativa construida pelos colegas de base do INSS, assine e compartilhe o abaixo-assinado propondo medidas concretas para começarmos a resolver o problema das metas e pontuações. Ou abrem negociações efetivas e atendem a nossa pauta, ou vamos parar o INSS!