Alô Direção do INSS! vão passar o “rolo compressor” para definir as pontuações?

Vimos hoje circulando nos grupos de servidores uma minuta que altera as metas de produtividade, com alteração do cálculo da meta liquida no âmbito das CEAPS, do PGSP e das Ceabs, com substancial aumento.

Em primeiro lugar, realmente queremos acreditar que se trata de um fake, expediente tão utilizado nos tempos atuais. Caso não seja, devemos deixar bem claro para a Direção Central do INSS, que será um ato de extremo desrespeito, além de se constituir em quebra de acordo, tendo em vista o diálogo que vem sendo travado com a direção do INSS no entendimento da necessidade de se rediscutir os fluxos e processos de trabalho e uma pontuação que de fato reflita a realidade do trabalho executado no INSS, levando-se em consideração a complexidade de cada tarefa executada.

Inclusive a tratativa foi feita diretamente com o Presidente do INSS, Leonardo Rolim, que empenhou sua palavra que as discussões seriam feitas com a participação de todos. O Grupo de trabalho que vai rediscutir os fluxos e processos de trabalho/pontuação terá sua primeira reunião de fato na semana que vem.

Dito isto, é necessário também destacar que nós do Mudança e Renovação fazemos a discussão da produtividade com a premissa que o trabalho executado pelos servidores do INSS não é uma linha de produção. Trabalhamos com análise e Reconhecimento de direitos e todas as tarefas executadas devem ser consideradas, com a complexidade que cada uma exige, de forma que se consiga realmente aferir a integralidade do processo de trabalho executado.

Também cabe destacar que todos os fatores devem ser considerados quando da discussão dessa meta, a exemplo de: sistemas adequados a legislação, Sistemas que funcionem e com discussão de expurgo real quando não funcionam, sistema de acompanhamento em tempo real, dentre outros.

Cabe pontuar que já havíamos alertado que a gestão do INSS estava aferindo a “super produtividade” alcançada no BMOB e em Centrais de alta performance e que isto certamente em algum momento poderia ser utilizado como parâmetro de meta para TODOS.

Chamamos a reflexão dos colegas destacando que a gestão não abriria mão dessa super produção e que já dispõe de meios, sem bonificação extra, e que podem implicar em sanção (como retirada dos programas) e ate impacto salarial para forçar a manutenção da produtividade elevada.
Com a divulgação dessa portaria, caso seja confirmada, parece que nossos prognósticos se confirmam e que a conta chegou!

Entretanto, é o momento de todos os colegas se unirem e em alto e bom som dizermos para a Direção Central do INSS que não vamos aceitar isto. Que por aqui não vamos aceitar a boiada passar. Rolo compressor aqui não!

Se vierem, vai ter reação!