Covardia: Câmara mantem veto ao reajustes do funcionalismo

Por: Comando de Mobilização da Saúde Federal

Com a preciosa ajuda do CENTRÃO, de Rodrigo Maia e da mídia patronal, o governo manteve, na Câmara dos Deputados, o veto de Bolsonaro a qualquer proposta de reajuste para o funcionalismo público. A covarde decisão da Câmara reverteu, em benefício do governo e de todos os que querem destruir o serviço público, a votação no Senado que, na quarta-feira (19/8), havia derrubado o veto de Bolsonaro a reajustes.

A manutenção do veto significa que vamos amargar no mínimo mais 2 anos de congelamento salarial. Justamente nós, profissionais da saúde que estão na linha de frente do enfrentamento à Covid-19.

Enquanto no mundo inteiro profissionais de saúde são aplaudidos pela população e valorizados por governos, por meio de remunerações compatíveis com a importância do papel que exercem no enfrentamento da pandemia, arriscando suas próprias vidas e as de suas famílias, aqui no Brasil o governo Bolsonaro e seu famigerado ministro da economia, o especulador e banqueiro Paulo Guedes, fizeram todo tipo de ameaças imediatamente após o Senado ter derrubado o veto aos nossos reajustes.

Ambos (Bolsonaro e Guedes) chegaram a afirmar que o país “quebraria” na hipótese de concessão de reajustes ao funcionalismo público. Afirmaram também que “não teriam mais como governar”. Foi uma clara chantagem. Um óbvio terrorismo político e psicológico, feito para encobrir um fato que a maioria da população brasileira desconhece: o de que o atual governo já transferiu mais de R$ 1 trilhão aos bancos, desde o início da pandemia da covid-19.

Esse mesmo governo que impõe mais arrocho aos servidores e ameaça diminuir o valor do Benefício Assistencial é o que prepara nova remessa de ajuda aos bancos, na ordem de 400 bilhões! Tudo aplaudido e apoiado pelas emissoras patronais, como Globo, Bandeirantes, Record, SBT e CNN.

Ao comandar a votação que restabeleceu o veto de Bolsonaro à concessão de reajustes ao funcionalismo, Rodrigo Maia sinalizou ao governo que também pretende votar e aprovar a reforma administrativa e a PEC emergencial., que preveem redução de 25% (ou um quarto) dos salários do funcionalismo, como se já não bastassem o confisco salarial imposto pelas novas alíquotas implementadas após a aprovação da reforma da previdência.

Não há outro caminho senão a luta e a mobilização em defesa dos nossos direitos. Defender os direitos que nos restam, nosso futuro e o de nossos filhos, nossa dignidade como servidores do Ministério da Saúde. É o que nos resta!